SERRA MINHA
Caiu a noite silenciosa
Por entre nuvens banhadas,
E Estás Tu, Serra Minha
Dormente e calada.
Por entre o verde e o negro
Adormeceste com o vento,
E está Tu Serra Minha
Atenta ao meu lamento.
Retribuis com um aceno
Quando, aos teus pés, eu te vejo,
E estás Tu, Serra Minha
Auscultando o meu desejo.
Ausculto também os teus sussurros,
Os teus rasgados lamentos,
E estás Tu, Serra Minha
Presente nos meus momentos.
Contemplo o teu verde manto
Em tempo de Primavera,
E estás Tu, Serra Minha
Envolta em Quimera.
Choro as tuas sentidas lágrimas
Quando de preto ficas vestida,
E Estás Tu, Serra Minha
Gritando esta sina vivida
A TI, Caramulo, dedico palavras
Pela tua Diária Incerteza,
Para Ti, Serra Minha,
Um louvor de Grandeza.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Reconhecer
Quando somos novos, por vezes não temos consciência do que pretendemos para o nosso futuro Aceitamos as vindas tais como elas nos aparecem pela frente. Não reflectimos muito, porque de que nos vale reflectir quanto a nossa decisão está de antemão tomada? Quando avançamos na idade, porque já percorremos alguns dos caminhos que de novo nos aparecem, tomamos a decisão de reflexão muito ponderada. Os impulsos passam para consciências, a falta de cálculo para redefenições e anticipações, as alegrias passam para meditações. Quando somos novos, agimos mais depressa do reflectimos. Agora refletimos muito para agir. Quando tomamos decisões, muitas das vezes não são as egoístas, são aquelas muito pensadas a favor dos que já existem.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O que me faz falta?
O relógio do post anterior já deu a volta e já está a fazer a sua contagem decrescente para o Natal que há-de vir.
Já là vão uns tempos que o meu teclado não se pronuncia neste blog.
Tudo deve-se a muitos motivos, é certo. O maior deles todos é querer ficar um tanto "alone".
Resolvi intitular este post de "O que me faz falta?"
Neste momento algumas coisas.
Alguma paz de espírito que me permita sorrir de vez em quando.
Algumas lembranças que me trazem ao passado, mas sempre com a resigna do lembrar quem já se foi.
Algumas desmotivações enquanto o julgamento do meu papel de mãe e da visão que os filhos têm perante os pais.
Os Pais... Eu sou filha e há pouco tempo orfã de pai. Isto é outro sentimento.
Como filha durante aquela fase de "não sei quem sou" " o que farei e o que pretendo" " já tenho idade para isto e pr'aquilo", muitas eram as chatices com os pais. Não tanto com o pai, pois este era voluntariosamente distante, mas com a mãe que estava constantemente supervisionanto cada gesto nosso. No controlo, puro e simples. Com muitas restrições e castrações à mistura. Não gostava. Aliàs detestava pura e simples.
Agora, o que acho é que como mãe que sou, debito uma liberdade de escolha aos filhos que acho certa na medida do possível. Esta liberdade pretende que lhes faculte a decisão de cada acto.
Mas não é fácil, pois eles crescem e querem sempre mais. Não pode ser. Cada coisa no seu tempo. Não basta dizer e voltar a dizer, feito picarreta em cabeça de melão. Por mais que esperamos que eles tenham apreendido a mensagem e que mostrem alguma iniciativa. Somente a VIDA lhes há-de ensinar e eles irão relembrar que "afinal a picarreta foi necessária"...
Já là vão uns tempos que o meu teclado não se pronuncia neste blog.
Tudo deve-se a muitos motivos, é certo. O maior deles todos é querer ficar um tanto "alone".
Resolvi intitular este post de "O que me faz falta?"
Neste momento algumas coisas.
Alguma paz de espírito que me permita sorrir de vez em quando.
Algumas lembranças que me trazem ao passado, mas sempre com a resigna do lembrar quem já se foi.
Algumas desmotivações enquanto o julgamento do meu papel de mãe e da visão que os filhos têm perante os pais.
Os Pais... Eu sou filha e há pouco tempo orfã de pai. Isto é outro sentimento.
Como filha durante aquela fase de "não sei quem sou" " o que farei e o que pretendo" " já tenho idade para isto e pr'aquilo", muitas eram as chatices com os pais. Não tanto com o pai, pois este era voluntariosamente distante, mas com a mãe que estava constantemente supervisionanto cada gesto nosso. No controlo, puro e simples. Com muitas restrições e castrações à mistura. Não gostava. Aliàs detestava pura e simples.
Agora, o que acho é que como mãe que sou, debito uma liberdade de escolha aos filhos que acho certa na medida do possível. Esta liberdade pretende que lhes faculte a decisão de cada acto.
Mas não é fácil, pois eles crescem e querem sempre mais. Não pode ser. Cada coisa no seu tempo. Não basta dizer e voltar a dizer, feito picarreta em cabeça de melão. Por mais que esperamos que eles tenham apreendido a mensagem e que mostrem alguma iniciativa. Somente a VIDA lhes há-de ensinar e eles irão relembrar que "afinal a picarreta foi necessária"...
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