sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O que me faz falta?

O relógio do post anterior já deu a volta e já está a fazer a sua contagem decrescente para o Natal que há-de vir.
Já là vão uns tempos que o meu teclado não se pronuncia neste blog.
Tudo deve-se a muitos motivos, é certo. O maior deles todos é querer ficar um tanto "alone".
Resolvi intitular este post de "O que me faz falta?"
Neste momento algumas coisas.
Alguma paz de espírito que me permita sorrir de vez em quando.
Algumas lembranças que me trazem ao passado, mas sempre com a resigna do lembrar quem já se foi.
Algumas desmotivações enquanto o julgamento do meu papel de mãe e da visão que os filhos têm perante os pais.
Os Pais... Eu sou filha e há pouco tempo orfã de pai. Isto é outro sentimento.
Como filha durante aquela fase de "não sei quem sou" " o que farei e o que pretendo" " já tenho idade para isto e pr'aquilo", muitas eram as chatices com os pais. Não tanto com o pai, pois este era voluntariosamente distante, mas com a mãe que estava constantemente supervisionanto cada gesto nosso. No controlo, puro e simples. Com muitas restrições e castrações à mistura. Não gostava. Aliàs detestava pura e simples.
Agora, o que acho é que como mãe que sou, debito uma liberdade de escolha aos filhos que acho certa na medida do possível. Esta liberdade pretende que lhes faculte a decisão de cada acto.
Mas não é fácil, pois eles crescem e querem sempre mais. Não pode ser. Cada coisa no seu tempo. Não basta dizer e voltar a dizer, feito picarreta em cabeça de melão. Por mais que esperamos que eles tenham apreendido a mensagem e que mostrem alguma iniciativa. Somente a VIDA lhes há-de ensinar e eles irão relembrar que "afinal a picarreta foi necessária"...