sábado, 31 de outubro de 2009

Sono de Criança



































































Não resisti...






















quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Perder um filho.. é sempre perder

O que é perder um filho, mesmo que este ainda seja um feto, uma miragem de um suposto feliz acontecimento? Realmente não sei dizer.
Recentemente uma colega de trabalho, que posso considerar como amiga, acabou de perder um filho. Uma filha seria o seu desejo. Não chegou a saber se seria filho ou filha, apesar de torcer fortemente para que fosse menina. Perdeu-a com 2 ou 3 meses de gestação. Depois de algum tempo de baixa médica, para se certificar de que, após este triste episódio, estaria tudo bem, ela regressou ao trabalho. Apesar da sua constante resposta de "está tudo bem", consigo visualizar no seu olhar uma tristeza profunda bem como um mal estar por ter ansiado e agora ter perdido. Como será perder um feto?realmente não sei.
Também, e talvez por isso, que é-me difícil conseguir transmitir-lhe as palavras de conforto que ela certamente anseia. Por mais que ela diga que "é preferível que tenha acontecido agora do que depois", eu sei que a imaginação e a maternidade fala sempre mais alto. Mesmo que sendo ainda um feto, é um filho e nele estão depositados muitas paixões e ilusões.
Espero sinceramente, ouvir de novo " Estou grávida". Boa sorte, amiga.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

De volta ao nosso Portugal!!

Como o tempo passa, aliás melhor dizendo, voa!!!
Foi depois de muitas esperas, entre um e outro aeroporto que voltei a Portugal.
Inicialmente foi o pânico, pois tenho ...ou tinha, pavor de voar. Mas depois de me conscencializar que tinha mesmo de ser, ainda dormitei em pleno voo.
E o que há a dizer do destino? Este foi a Hungria. Desde já a sinalização rodoviária. Nada a ver com a nossa. Depois, a forma como as pessoas tratam do que é comum. Nada de pontas de cigarro no chão, nada disso. Ao longo das ruas, estavam caixotes do lixo com cinzeiros incorporados. Depressa se apreendeu a regra de bem viver. A alimentação: Berk!! Muitos panados ( carne ou legumes), chucrute e batata esmagada. A chucrute ainda se comia, agora o resto, não gostei. Mas tinha de comer alguma coisa, né??? Chucrute, entre outras coisas. O que mais gostei foi a pastelaria que eles confeccionam. Usam muito a massa folhada na confecção da pastelaria, do género o strudel de queijo e o de maçã. Bom, Bom. E o tempo ? Frio!!! Muito Frio!!!
Ficam, no entanto depois de muitas aventuras, as boas recordações e o facto de ter perdido alguns medos, o de voar, comunicar com outros, as línguas, a amizade.
Chegou agora um amigo... Refilou comigo dizendo que pagou cerca de 7000€ em IRS para que outros possam passeiar. Nada disso, pois paguei as minhas despesas, lol.

domingo, 11 de outubro de 2009

A poucas horas do voo...

Mais uma vez, repenso e repenso sobre essa viagem para longe. Faltam poucas horas e o medo já está se apoderando do meu estomâgo. A ver vamos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Para Tolna com muito receio


Daqui a alguns dias, alo para Tolna, uma cidade na Hungria.
Mesmo querendo conhecer estas paragens, é com muito receio que o vou fazer. E isto porque terei de viajar de avião, o que DETESTO!!!
Mas là terá de ser, para além de ter de remexer no meu volabulário inglês-tónico. Não sei se serei capaz. A ver vamos...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Olhando a serra

Sentada à varanda
osculto o silêncio
Sussura-me que a serra me espera
Espera que olhe para ela,
ansia pelo cobiçar da sua grandeza
Da minha varanda, olho,
e dos olhos capto os vultos
dos ouvidos, os sussuros
do imaginário, as frases proferidas.
Frases soltas lançadas pelos riachos
Do seu alto manto até ao calcanhar granito.
Imagino as risadas
Dos escrupulosos enamorados
durante ingénuas brincadeiras
mas pecados escondidos.
Esta serra com doce nome de "e" perdido
e de "u" acrescentado
E os vultos continuam, soltos e magestuosos
roliços mas ansiosos.
E apesar do silêncio, a serra sabe da paz trazida.
Pouca histórias là vivi
mas muitas escutei, sentada, no silêncio da varanda.