osculto o silêncio
Sussura-me que a serra me espera
Espera que olhe para ela,
ansia pelo cobiçar da sua grandeza
Da minha varanda, olho,
e dos olhos capto os vultos
dos ouvidos, os sussuros
do imaginário, as frases proferidas.
Frases soltas lançadas pelos riachos
Do seu alto manto até ao calcanhar granito.
Imagino as risadas
Dos escrupulosos enamorados
durante ingénuas brincadeiras
mas pecados escondidos.
Esta serra com doce nome de "e" perdido
e de "u" acrescentado
E os vultos continuam, soltos e magestuosos
roliços mas ansiosos.
E apesar do silêncio, a serra sabe da paz trazida.
Pouca histórias là vivimas muitas escutei, sentada, no silêncio da varanda.
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