Por cada regresso, lágrimas rolam no meu interior...Cada vez que vou ao Norte, preciso de alguns dias para me reconstituir.
Sempre os mesmos motivos. Ir e deixar mais um pouco de mim no percurso.
Foi Dia da Mãe. Não poderia deixar de visitar a minha mãe.Acho que todos tiveram esta disposição. Nem que fosse para dar-lhe um beijo e dizer-lhe "Feliz dia da Mãe". Lá fomos. Marido e Miúdos.
Agora relembro uma situação cómica que aconteceu na 6ªF. Chego a casa depois de um dia de trabalho e vem o pequeno com um pacote na sua mão. "toma mãe" dizia ele meio atrapalhado com o resto das coisas que tentava não deixar cair. Quando tal, "Chão"!!. "Oh!!" disse ele. O embrulho foi ao chão. " Não faz mal" disse-lhe eu. Pois bem, o que continha: trabalhinho feito na escolinha que era um prato de barro recheado de leguminosas secas coladas. É evidente que o prato estava feito em 3 pedaços. Achei piada, apesar da carita dele, porque logo exclamei " Cacos do caco". A alcunha dele é "Caco".
Voltando ao fim de semana. Eu não espero nada. Durante muito tempo também não esperava nada. Agora o que me confunde é ouvir o cumprimento de determinadas pessoas, em tom jocoso. Eu sei que é por educação. Nada disto está em causa. Mas é a insignificância em que isso é dito. E tudo leva a um arrependimento do mais profundo. Dilacera cada vez que a presença existe. Eu não consigo fingir. Tudo à minha volta me percebe. Por isso continuarei a deixar de falar, de ouvir e conviver . Continuarei a evitar cruzar o olhar, pois sei que se isso acontecer, serão olhos desprezíveis que o farão. Não meus.
Sem comentários:
Enviar um comentário