
Depois de largos dias mergulhada por entre folhas e mais folhas, relatórios, avaliações entre outras coisas, retomo este blog pois já lá vão uns dias que quero confidenciar a mim mesma uma tremida lamentação: os anos passam... efectivamente.
Este pensamento martela os meus cansados neurónios desde o dia 6 de julho.
Este dia foi o aniversário da minha querida sobrinha Margarida, "Maíta" como lhe chamam. 6 lindas primaveras. Por entre as actividades e as pessoas que chegavam, pois a mãe fez questão de lhe proporcionar uma bela festa ao ar livre com direito a animação e tudo. Foi linda a festa, realmente. Mas estava escrevendo que, por entre todos os presentes não pude deixar de me afastar para uma canto, mais precisamente sentei-me em cima de uma mesa de pedra que aí estava e pus-me a observar, uma das minha características principais.
No meio de tudo e todos estavam os avós babados, primos e primas, amiginhos e amigos do pai, da mãe, cunhados e irmão.
No meu devaneio de observações evitei olhar para certos cantos e pessoas. Custa-me imenso verificar que o tempo passa, de facto.
Por entre as pessoas constatei cada vez mais cabelo branco. Também já se conseguem denotar algumas rugas, algo vincadas.
E estava lá o passado, mais uma vez. Só que desta vez, a frequência do olhar foi menor. Porquê, não sei. Talvez sejam os cabelos brancos que me dizem que cada vez mais está distante a realidade que gostaria de ter vivido. E talvez, não sei mesmo. Talvez o tempo já esteja apagando os sintomas sentidos mas menos reflectidos.
E também verifico que afinal foi tudo um ensaio. Na minha cabeça, também ressoa um pensamento, alias um comentário feito a respeito de um acontecimento muito semelhante ao meu, mais precisamente de um lugar. "afinal", pensei, "isto é jogo frequente. Não foi genuíno o que se passou, o local e tudo mais". Já teria acontecido mais do que uma vez, com mais do que um alguém.... Se existia algum rancor em relação à sua escolha, hoje existe compaixão pela falta de amor recebido, imagem produzida por anos de convivência e sobretudo ingenuidade. Todos somos ingénuos. Eu fui por duas vezes: uma com o presente, outra com o passado.
Agora vamos a férias merecidas....
Sempre que os meus pensamentos deixarem e sempre que tiver oportunidade de "onelinizar", falarei contigo... TU! SIM!
2 comentários:
Porque é que, conotamos as pessoas ingénuas, como obtusas? Não concordo. Pessoas ingénuas têm muito de si para dar.
Beijinho. Fica bem.
Olà Júlia. Não queria, de todo referenciar-me à ingenuidade no sentido por ti descrito, ou seja, redondo, ignorantes ou broncos. Nada disso. Concordo muito contigo ao afirmares que pessoas ingénuas têm muito para dar. E será que sempre que demos um pouco não somos ingénuos?
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