segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ERGO AS MÃOS À SOLIDÃO

Ergo as Mãos à solidão que me apodera
Erguerei as mãos para me defender
ou para acolher as suas silenciosas palavras
Buscarei, talvez, consolo por entre os seus braços.
Tentarei adivinhar qual a cor dos seus pensamentos.
Reflectirei por entre o frio sentido
No Abraço gélido obtido
Não serão sentidos nesta solidão
O que não procuro, acho
Ergo as minhas mãos ao vazio
Tento planar sem asas
Difícil reencontrar-me
Pois perdida estou
Somente acolhida pela solidão
Gentilmente esta abriu as suas portas
Docilmente entrei
Ergo as minhas mãos hoje em defesa
Por tudo o que cometi, amei e amo
Por amar, fui chamada pela solidão...

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