
Sentada, mais uma vez, à esplanada, por entre mails lidos e não lidos, aproveito estas altas temperaturas para "refrescar" a minha memória assim como comentar a imagem que acabo de introduzir.
Os caminhos tornam-se iguais, quando cobertos de neve. A Serra do Marrão, quando coberta fica diferente. Também, todas as serras ficam diferentes quando cobertas de manto branco. Se existe alguma coisa a relembrar quando vejo esta serra, estas memórias estão cada vez mais distantes. Tive o privilégio de ver a serra coberta de branco. Também tive esse privilégio quando ela não o estava. Ainda revejo, agora com alguma falta de nitidez, o quanto ela simbolizava... um manto "virgem". Algumas pégadas manchavam a palidez do manto criado.
Por vezes associamos o branco a bons acontecimentos... um batizado, um casamento, uma flor dada por pura amizade (gosto de rosas brancas), outras vezes o branco, pela sua dureza e franca interpelação nos faz recordar momentos menos bons. Bem verdade aquele que diz que " no melhor pano cai a nódoa". Pano branco.
O que me sossega é que a neve derrete a cada vinda da Primavera. Se a neve volta, volta a memória. Quando passa, esquece-se por muitos mais neses que a sua breve presença.
Pois é, a Serra do Marrão é bela. Foi bela por breve instantes.
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