sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Vistas sobre a Lagoa de Óbidos





Ontem peguei nos cachorros para mais um passeio diário. Desnecessário será dizer que cada vez que vou passear os cães, elas ficam doidas! Esticam o mais que podem a trela que as seguram das loucas corridas que gostariam de dar. Durante algum tempo tenho de as manter assim, para a segurança delas e minha claro. Não me apetece de todo ter de andar aos berros pelas avenidas atrás delas. Somente em caminhos de terra é que me dou ao trabalho de as largar. Passeam livremente, sem todavia deixarem de parar pontualmente, olharem para trás e voltar a mim, para se certificaram da minha presença.
Durante este passeio, deambulei pelas dunas da Foz do Arelho, junto às margens da Lagoa. Fiquei perplexa pela quantidade de pessoas que pacientemente cravam o seu ancinho para conseguirem o tão desejado berbigão ou amêijoa. Já tive a oportunidade de comer, por muitas vezes, a amêijoa da lagoa. Todavia, somente quando é de confiança. Acredito que, muitas vezes, as pessoas se esquecem do calendário. Estes bivalves somente podem apanhar-se e consumir-se em determinadas épocas do ano. Durante este mês acho que não.
Sentada numa destas dunas apreciaei a paisagem. Consegui alcançar a paz que pretendia apesar dos saltos ao meu redor dos meus cães, aflitos e exitados por muitas corridas e brincadeiras.
Fiquei surpreendida também pelo recuo das águas desta lagoa. Estava sentada a cerca de 10m da altura das águas e mesmo assim o chão estava cravado de detritos de conchas. Foram outros tempos aqueles em que o nível do mar nestas parragens banhavam grande parte da superficie da lagoa que agora está ressequida. Alguma vegetação brota pelas dunas, aqui e ali.

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