terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Crise de poupança


Hoje aproveitei o facto de entrar ao serviço um pouco mais tarde para poder ver o telejornal da manhã. De facto, mesmo que acordemos um pouco mais tarde, pelo menos até às 10h da manhã dá para apanhar sempre alum tema interessante ou que esteja a passar no momento, isto porque as notícias repetem...repetem. Aproveitei para prestar especial atenção àquilo que um especialista relatou acerca das nossas finanças. Mais do que esperado, vamos continuar numa "real" crise, apesar de estimarem que vamos sair dela. Eu não acho. Aliàs continuo a afirmar que poupar é realmente uma proeza nos dias de hoje. Como podemos cortar algumas coisa, tal como nos sugeriram, se o que queremos é chegar ao fim do mês com as dívidas pagas?
E como vamos prevenir as supresas que nos surgem inesperadamente do tipo, um carro que avaria, um carro que se danifica, dentista para 2 filhos, e muito mais. Eu é que não sei como, mas torna-se muito difícil gerir as finanças nos dias de hoje. E ponho-me a pensar: como é que muitos subsistem (para não dizer sobrevivem) com um salário mínimo e depois ficam no desemprego. Não sei mesmo. Todas essas pessoas são mesmo de louvar. Agradeço, no entanto aos meus pais, à minha mãe cuja alergia era basicamente o desperdício e a desnecessária fartura. Tudo era escrupulosamente racionado de modo a que se evitassem as sobras, sem esquecer a passagem do vestuário de umas para outras. Para além disso, tive o privilégio de receber os ensinamentos do saber fazer. Do saber confeccionar as refeições, do saber gerir uma casa, do não ter medo de pôr as mãos à enxada para o jardim, o saber passar a roupa, o que prevenir e muito mais. Por isso muito raramente vamos almoçar ou jantar fora. Tenho o privilégio de saber confeccionar, sem quaisquer problemas um jantar de qualquer tipo e sobretudo de olhar para o que tenho e inventar.
Apesar da crise, espero que sinceramente as coisas comecem a melhorar para que possamos poupar...

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