quinta-feira, 8 de abril de 2010

Relógio Humano

Quer queiramos quer não, nós - bicho Homem, possuímos algo que nos assemelha aos aminais. Não falo do "tal" instinto animal que estes têm e que muito bem fazem uso, mas sim do nosso relógio biológico.
Por mais que queiramos ou não, em determinados momentos da nossa vida, olhamos fixamente para o relógio ou para o calendário. E perguntamo-nos sobre o porquê que esta hora ou esta data está a fixar-nos. É como se o relógio ou o calendário tomassem proporcões desmesuradas, como gritando por um sinal de relembrança. "Hello!! Estou aqui!!!", "Estou aqui para que te lembres...". Pois é. Relembra mesmo. Podem passar 100 anos que estes objectos, que tão bem nos fazem relembrar que o tempo existe, voltem e voltem para mais um sinal de determinação.
E hoje volta a acontecer. A data tornou-se grande, o telemóvel foi remetido para a primeira mensagem de entrada: "te amo - 8/04/2006; 23:24". Tambem existem outros sinais, tais como o número 9. Alías muitos números me povoam o espírito neste preciso momento.
E por mais que este números signifiquem distância, quando se aproximam determinadas datas, tomam uma importância que não deveriam.
Seria interessante que fossemos implantados de um chip com prazo de validade. Implantação de um pequeno disco que poderia ser facilmente formatado por forma a que os ficheiros desnecessários ou com precisão de esquecimento fossem deletados.
Mas nós, bicho Homem, não somos formatados. Somos um seguimento de histórias vividas em momentos grandes e pequenos. Os grandes são aqueles que construímos aos poucos e que formam a nossa vida enquanto os outros, os pequenos, são aqueles que teimamos esquecer e que esquecemos durante 364 dias do ano.
Mas não é fácil.

Agora eu gostaria de dedicar aos meus pequenos momentos, um louvor de agradecimento.
Agradecimentos por tê-los vivido, agradecimento por tê-los conhecido e por fazer desses pequenos momentos um caminhar constante na direcção oposta.

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