segunda-feira, 20 de outubro de 2008

SEM TRISTEZAS


Sem tristezas ou mágoas

Recolho os caminhos

Dentro das paralelas

Aguardo um retorno.

Vislumbro ao longe

O que penso ser um vulto

Não o é, é uma sombra

De alguém que já fui

Não tarda ainda

Nestes caminhos infieis

O frio no calor obtido

É das respostas não respondidas

É dos sons não ouvidos

Que quase encontro o que quero jamais ser

Um vulto com frio

Porque do calor não consegue

Aquecer a memória.

Esta, fogueira mansa mas manhosa

Ainda queima, mas quase pouco,

Ainda lateja aos soluços

Suas réstias de vontade

Nunca será agora? ou Agora será Nunca?


1 comentário:

Anónimo disse...

Só tu poderás responder a essas perguntas. O que é certo, é que o "Agora" existe e o "nunca" não existe...

Bjs.
PS Considera-te tb premiada pelos "miminhos".